Ahahaha! Que saudades! :D
Living easy, living free
Season ticket on a one-way ride
Asking nothing, leave me be
Taking everything in my stride
Don't need reason, don't need rhyme
Ain't nothing I would rather do
Going down, party time
My friends are gonna be there too
I'm on the highway to hell
No stop signs, speed limit
Nobody's gonna slow me down
Like a wheel, gonna spin it
Nobody's gonna mess me round
Hey Satan, payed my dues
Playing in a rocking band
Hey Momma, look at me
I'm on my way to the promised land
I'm on the highway to hell
(Don't stop me)
And I'm going down, all the way down
I'm on the highway to hell
AC/DC, "Highway to hell"
Domingo, 17 de Agosto de 2008
Sábado, 16 de Agosto de 2008
take me
Fecho os olhos e ainda consigo ver aquele sol de domingo e aquele mar fantástico que revi no estrangeiro - não ia lá há anos... Quase que arrisco dizer há mais de uma década! Soube e sabe tão bem...
Neste meu andar de um lado para o outro, de viver em cidades diferentes (acho que a próxima está aí à porta! mas... fica para outro post ;) é uma espécie de - e usando as palavras de Miguel Torga - "O destino plantou-me aqui e arrancou-me daqui. E nunca mais as raízes me seguraram bem em nenhuma terra."), sabe-me bem conhecer lugares novos - apaixonando-me ou não por eles - mas reviver alguns dos antigos tem sempre um outro sabor, outra emoção, digamos assim. Como no domingo.
Neste meu andar de um lado para o outro, de viver em cidades diferentes (acho que a próxima está aí à porta! mas... fica para outro post ;) é uma espécie de - e usando as palavras de Miguel Torga - "O destino plantou-me aqui e arrancou-me daqui. E nunca mais as raízes me seguraram bem em nenhuma terra."), sabe-me bem conhecer lugares novos - apaixonando-me ou não por eles - mas reviver alguns dos antigos tem sempre um outro sabor, outra emoção, digamos assim. Como no domingo.
cusquices
Já o tubarão não pode comer o que quer, e onde quer, que toda a gente fica logo a saber através dos jornais...
(Não resisti a colocar isto aqui! Estava há dias na página online do Jornal de Notícias, na parte da "Sociedade")
(Não resisti a colocar isto aqui! Estava há dias na página online do Jornal de Notícias, na parte da "Sociedade")
Domingo, 10 de Agosto de 2008
hot night @ hot clube
Desde que comecei a ouvir jazz que o Hot Clube de Portugal se tornou uma espécie de local mítico para mim. Nunca surgiu a oportunidade de entrar para apreciar a música e o ambiente que por lá se respira.
O HCP celebra este ano 60 primaveras (já fiz referência a este facto), tive a oportunidade de ouvir a sua Big Band no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz, mas entrar MESMO lá, nunca tinha acontecido (não me perdoo por não ter ouvido há tempos Bernardo Sassetti, um dos meus pianistas de eleição). Até ontem!
Era como eu imaginava - ambiente acolhedor com muito boa música.
Ouvi Francisco Pais Quintet, ontem na versão mais a dar para o quartet: Francisco Pais (guitarra), Josefine Lindstrand (voz), Demian Cabaud (contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria).
De início não foi muito fácil para mim. A primeira música não foi muito agradável ao meu ouvido (o meu barómetro para distinguir a boa da má música) e não percebia nada do que Josefine Lindstrand cantava... Depois percebi que, sendo ela sueca, o mais provável era que estivesse a cantar em sueco e daí a estranheza. As músicas que se seguiram foram todas cantadas em inglês e bastante mais agradáveis ao meu ouvido! E a voz dela é muito boa!
Gostei muito de os ouvir a todos, tanto sozinhos como acompanhados: a voz era muito boa, o contrabaixista também esteve muito bem, o baterista conquistou-me logo na primeira música (adoro quando usam as vassouras!), e o guitarrista foi excelente (fazia umas caretas bem engraçadas e tinha atitude tão leve, tão natural, tão... gostei!).
Uma das músicas que mais gostei foi uma que Francisco Pais escreveu para a filha. A melodia era linda e a letra era ainda melhor! Fiquei toda arrepiada :)
Foi um bom concerto num espaço que eu há muito tempo queria conhecer e ao qual hei-de voltar. Mais uma coisa para riscar da minha to do list.

O HCP celebra este ano 60 primaveras (já fiz referência a este facto), tive a oportunidade de ouvir a sua Big Band no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz, mas entrar MESMO lá, nunca tinha acontecido (não me perdoo por não ter ouvido há tempos Bernardo Sassetti, um dos meus pianistas de eleição). Até ontem!
Era como eu imaginava - ambiente acolhedor com muito boa música.
Ouvi Francisco Pais Quintet, ontem na versão mais a dar para o quartet: Francisco Pais (guitarra), Josefine Lindstrand (voz), Demian Cabaud (contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria).
De início não foi muito fácil para mim. A primeira música não foi muito agradável ao meu ouvido (o meu barómetro para distinguir a boa da má música) e não percebia nada do que Josefine Lindstrand cantava... Depois percebi que, sendo ela sueca, o mais provável era que estivesse a cantar em sueco e daí a estranheza. As músicas que se seguiram foram todas cantadas em inglês e bastante mais agradáveis ao meu ouvido! E a voz dela é muito boa!
Gostei muito de os ouvir a todos, tanto sozinhos como acompanhados: a voz era muito boa, o contrabaixista também esteve muito bem, o baterista conquistou-me logo na primeira música (adoro quando usam as vassouras!), e o guitarrista foi excelente (fazia umas caretas bem engraçadas e tinha atitude tão leve, tão natural, tão... gostei!).
Uma das músicas que mais gostei foi uma que Francisco Pais escreveu para a filha. A melodia era linda e a letra era ainda melhor! Fiquei toda arrepiada :)
Foi um bom concerto num espaço que eu há muito tempo queria conhecer e ao qual hei-de voltar. Mais uma coisa para riscar da minha to do list.

mais um passo dado a encurtar o meu curto caminho para o inferno
Tenho uma nódoa negra no braço (vulgo hematoma) com umas dimensões consideráveis. Não é bonita, impressiona algumas pessoas, chega a ter mesmo ar de "violência doméstica"... Mas não é.
No autocarro, sentou-se ao meu lado uma senhora com bichos carpinteiros. Conseguiu a proeza de fazer uns km's - que é como quem diz, praticamente o percurso todo do autocarro - sempre a mexer-se (e a incomodar-me): ora compunha a sua écharpe, ora se acomodava no banco, ora remexia a sua mala, ora me dava pequenos toques em jeito de cotovelada, etc.
Cansada daquela agitação toda, e sem vontade de lhe dirigir a palavra, pus-me a pensar numa forma de a fazer... acalmar. E claro, lembrei-me do meu hematomasinho!
Aproveitei uma das suas mini-cotoveladas para me agarrar ao braço (que por coincidência era o que estava do lado dela!) e simular uma dorzinha... Eu sei que isto não é nada bonito, que vou arder no inferno, etc, etc, mas a senhora não-parava-quieta!! Ela ficou um bocado atrapalhada, perguntou se me tinha magoado, eu disse-lhe que não (pelo menos disse a verdade! eheheh! já não vou directa para o inferno!!) mas protegi o braço.
Não se mexeu mais até ao final do percurso, passaram-lhe todas as comichões, os bichos carpinteiros, tudo. Foi remédio santo!
No autocarro, sentou-se ao meu lado uma senhora com bichos carpinteiros. Conseguiu a proeza de fazer uns km's - que é como quem diz, praticamente o percurso todo do autocarro - sempre a mexer-se (e a incomodar-me): ora compunha a sua écharpe, ora se acomodava no banco, ora remexia a sua mala, ora me dava pequenos toques em jeito de cotovelada, etc.
Cansada daquela agitação toda, e sem vontade de lhe dirigir a palavra, pus-me a pensar numa forma de a fazer... acalmar. E claro, lembrei-me do meu hematomasinho!
Aproveitei uma das suas mini-cotoveladas para me agarrar ao braço (que por coincidência era o que estava do lado dela!) e simular uma dorzinha... Eu sei que isto não é nada bonito, que vou arder no inferno, etc, etc, mas a senhora não-parava-quieta!! Ela ficou um bocado atrapalhada, perguntou se me tinha magoado, eu disse-lhe que não (pelo menos disse a verdade! eheheh! já não vou directa para o inferno!!) mas protegi o braço.
Não se mexeu mais até ao final do percurso, passaram-lhe todas as comichões, os bichos carpinteiros, tudo. Foi remédio santo!
Sexta-feira, 8 de Agosto de 2008
nestor, o rei da cocada preta
Nunca tinha visto uma peça de teatro no Convento do Carmo. Nunca tinha entrado sequer lá dentro (só nos livros de história). Entrei esta noite e hei-de voltar. E também lá irei de dia.
Vi uma peça de teatro sobre o padre António Vieira, Vieira - o céu na terra (que faz parte das comemorações dos 400 anos do seu nascimento), no fantástico cenário que são as ruínas do Convento do Carmo. Digamos que é uma produção do Teatro Nacional D. Maria II num palco bem diferente e não convencional mas com tudo a ver!
A acção decorre na nave central da igreja do convento e o público distribui-se pelas bancadas colocadas lateralmente. Como sempre ouvi dizer que no meio é que está a virtude, escolhi a central, e escolhi bem pois vi tudo sem ter que me lamentar por ser míope!
É engraçado como alguns pormenores fazem diferença, apesar de subtis. Fixei-me nalguns deles, desde a própria orientação do cenário ao texto.
Não vou descrever a peça porque já todos estudámos (melhor ou pior) os seus sermões, percurso, etc., porque não o saberia fazer tão bem e porque vale mesmo a pena ver esta belíssima peça com brilhantes interpretações. Destaco os meus favoritos, que foram:
o Padre António Vieira (João Henrique Neto) - simplesmente fantástico!
o Nestor (Félix Fontoura) - é uma figura divertida, sem pecado, que sonhava com a sua mulata, um bom prato de feijoada e boa cachaça, que era o silício do padre, era o prrréééto cheio de humor ao dizer a verdade, em suma, o verdadeiro Rei da Cocada Preta à conta de quem ainda dei umas boas gargalhadas!!
a D. Luísa de Gusmão (Carmen Santos) - sempre achei esta actriz lindíssima;
o Inquisidor (João Lagarto) - igualmente brilhante!
e não poderia esquecer o índio Caumondé (Maurício Vitoria)! Houve uma certa proximidade entre nós, talvez um metro e mal medido! :) Digamos que o actor olhou bastante na minha direcção ao ponto de me sentir "convencida" (a minha companhia também reparou portanto não estava a alucinar)... Claro que provavelmente, na minha direcção, ficava aquele ponto no infinito onde os actores de vez em quando se fixam...
Fica a dúvida e o apelo: Maurício, se por mero acaso aqui passares - bem sei que sem a morada deste cantinho fica díficil já que não houve tempo para... - esclarece-me, conta em que é que ficamos :)
A força com que o padre António Vieira defende o Quinto Império e o humor do Nestor (Nééésstóór! Eheh!) são geniais. Vale a pena ir ver!

Vi uma peça de teatro sobre o padre António Vieira, Vieira - o céu na terra (que faz parte das comemorações dos 400 anos do seu nascimento), no fantástico cenário que são as ruínas do Convento do Carmo. Digamos que é uma produção do Teatro Nacional D. Maria II num palco bem diferente e não convencional mas com tudo a ver!
A acção decorre na nave central da igreja do convento e o público distribui-se pelas bancadas colocadas lateralmente. Como sempre ouvi dizer que no meio é que está a virtude, escolhi a central, e escolhi bem pois vi tudo sem ter que me lamentar por ser míope!
É engraçado como alguns pormenores fazem diferença, apesar de subtis. Fixei-me nalguns deles, desde a própria orientação do cenário ao texto.
Não vou descrever a peça porque já todos estudámos (melhor ou pior) os seus sermões, percurso, etc., porque não o saberia fazer tão bem e porque vale mesmo a pena ver esta belíssima peça com brilhantes interpretações. Destaco os meus favoritos, que foram:
o Padre António Vieira (João Henrique Neto) - simplesmente fantástico!
o Nestor (Félix Fontoura) - é uma figura divertida, sem pecado, que sonhava com a sua mulata, um bom prato de feijoada e boa cachaça, que era o silício do padre, era o prrréééto cheio de humor ao dizer a verdade, em suma, o verdadeiro Rei da Cocada Preta à conta de quem ainda dei umas boas gargalhadas!!
a D. Luísa de Gusmão (Carmen Santos) - sempre achei esta actriz lindíssima;
o Inquisidor (João Lagarto) - igualmente brilhante!
e não poderia esquecer o índio Caumondé (Maurício Vitoria)! Houve uma certa proximidade entre nós, talvez um metro e mal medido! :) Digamos que o actor olhou bastante na minha direcção ao ponto de me sentir "convencida" (a minha companhia também reparou portanto não estava a alucinar)... Claro que provavelmente, na minha direcção, ficava aquele ponto no infinito onde os actores de vez em quando se fixam...
Fica a dúvida e o apelo: Maurício, se por mero acaso aqui passares - bem sei que sem a morada deste cantinho fica díficil já que não houve tempo para... - esclarece-me, conta em que é que ficamos :)
A força com que o padre António Vieira defende o Quinto Império e o humor do Nestor (Nééésstóór! Eheh!) são geniais. Vale a pena ir ver!

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